segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em Rio Preto, João Crestana revela perspectivas do mercado frente ao “Minha Casa Minha Vida”

Iniciativa, que atraiu autoridades governamentais e interlocutores do setor da região, aconteceu durante a 5ª edição da Construweek em São José do Rio Preto, dia 19/6
Petrucci, Ricardo Matrone (Reed Excibitions), Orelli, Ribeiro, Crestana e Amary
Com investimentos que beiram a casa dos 200 milhões nos últimos anos, São José do Rio Preto, importante pólo regional de desenvolvimento do Oeste Paulista, deverá crescer ainda mais até o final de 2009. “O cenário imobiliário aproveita esse potencial, e diversifica seus produtos de acordo com as diferentes demandas, desde a habitação de interesse social, até a de alto padrão”, analisou Joaquim Mendonça Ribeiro, diretor geral do Secovi-SP – Sindicato da Habitação, que no dia 19/6 coordenou mais um Encontro Secovi do Mercado Imobiliário de São José do Rio Preto e Região, no Interior Eventos (Mirassol), durante a 5ª Edição da Construweek.Segundo João Crestana, presidente do Secovi-SP, o otimismo é reforçado em função das recentes medidas do governo para o setor - a exemplo do programa Minha Casa, Minha Vida -, e também devido à rápida reação do mercado imobiliário brasileiro ante a crise internacional. “Somos um dos alicerces econômicos do País, e também elo responsável pelo seu desenvolvimento sustentável. Isso nos faz forte, e nos autoriza a afirmar que continuaremos com potencial crescente para investimentos e negócios de toda a ordem”, completou Crestana, em seu discurso.Na ocasião, Celso Petrucci, economista-chefe, diretor do Sindicato e Titular pela CNC no FGTS, falou sobre Tendência do Crédito e do Mercado Imobiliário, fazendo uma retrospectiva da evolução do financiamento imobiliário brasileiro nos últimos anos. “Fechamos 2008 com R$ 30 bilhões em recursos com aplicação de Poupança, média que se mantém estável mês a mês em 2009”, disse. Petrucci afirmou que hoje a insegurança em relação ao mercado é mais em relação ao empresariado do que ao consumidor final. “Exemplo disso, é que as vendas se comportam melhor do que os lançamentos”, completou.Ainda, dentre outras personalidades, o Encontro contou com as participações de Luiz Paulo Orelli Bernardi, diretor da Lob Peritos Consultores, com a palestra Comunicação e Inovação em Tempo de Crise e de Flavio Amary, presidente da Aelo, diretor geral do Sindicato em Sorocaba e vice-presidente Interino do Interior do Secovi-SP. Outras informações pelos telefones (17) 3235-1138 ou 3222-7249, e-mail sjriopreto@secovi-sp.com.br.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Atendimento diferenciado aos clientes de imobiliárias

Conhecer o funcionamento da empresa, o produto que está oferecendo e a real necessidade do contratante para atendê-lo satisfatoriamente em suas necessidades fazem parte da iniciativa que acontece em 23 e 30/11 e 1/12

Dentro de um mercado competitivo, como é o imobiliário, oferecer um serviço personalizado e qualificado ao cliente - seja de construtora, incorporadora ou administradora – é um diferencial importante para o contratante na hora de decidir pela prestação do serviço. E consumidor satisfeito tem que ser o principal objetivo de uma empresa de sucesso, pois é o que faz toda a diferença diante da concorrência. Conscientizar os profissionais da importância deste procedimento e como executá-lo de forma eficaz é o que irá tratar o curso "Atendimento com diferencial competitivo – Como oferecer um serviço diferenciado aos clientes de empresas imobiliárias", que acontece nos dias 23 e 30/11 e 1/12, das 19 às 22 horas.Entender a importância da relação entre a qualidade dos serviços oferecidos e a satisfação do cliente, o gerenciamento com foco em resultados satisfatórios para a empresa, a responsabilidade do funcionário com o contratante e seu relacionamento com colegas de trabalho também fazem parte do temário.Dirigido a profissionais da área comercial, atendimento ao cliente e outros departamentos de apoio das imobiliárias, vale 20 pontos para o PQE nos segmentos de Administração de Condomínios, Compra e Venda e Locação.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

VP de Gestão Patrimonial e Locação recebe profissionais da Eletropaulo

Encontro, realizado em 29/10 no Sindicato, discutiu formas de agilizar o atendimento às empresas do segmento

A vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP recebeu em 29/10, em reunião plenária realizada na sede do Sindicato, representantes da AES Eletropaulo. O objetivo era conhecer melhor a estrutura de atendimento da concessionária – presencial, pela web e linha telefônica – e discutir formas de agilizar o atendimento às empresas do setor imobiliário. Carla Santos, coordenadora comercial da Eletropaulo, afirmou que várias ações estão em desenvolvimento para garantir uma parceria duradoura com o segmento. Contou sobre a recente reformulação empreendida pela empresa em seu portal e sobre o atendimento diferenciado dispensado às imobiliárias.Os membros da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação sugeriram aos profissionais da Eletropaulo que os departamentos jurídicos do Sindicato e da concessionária se reúnam para discutir alternativas que acelerem efetivamente o atendimento da Eletropaulo às imobiliárias. Francisco Freitas, da diretoria de Marketing e Clientes da Eletropaulo, foi receptivo à ideia. “Se conseguirmos viabilizar juridicamente e com qualidade alguma ação, sou defensor dessa parceria.”

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Construção sustentável é tema de curso na Universidade Secovi

Como implantar o uso racional de água e energia, os benefícios em usar materiais sustentáveis e formas de obter a certificação ambiental em edifícios fazem parte da iniciativa que acontece em 3/11

Mais do que modismo, a utilização de soluções ambientais em todos os setores, incluindo os empreendimentos imobiliários, são cada vez mais exigidas em todo o mundo. Para traçar um panorama sobre esta prática no Brasil e no exterior e explicar a importância da aplicação destes conceitos no setor, a Universidade Secovi promove o curso "Construção Sustentável – instrumentos para realização de empreendimentos ambientalmente sustentáveis", em 3/11, das 13 às 20 horas, na sede da Universidade (avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 2.344 – 10º andar).As principais estratégias e tecnologias para redução dos impactos ambientais na construção, desde a elaboração até a implantação do projeto, e as ferramentas para a avaliação econômica e ambiental dos empreendimentos também fazem parte do temário. Detalhes sobre as certificações internacionais e como a metodologia pode ser aplicada em nosso País estão na programação.Destinado a empreendedores imobiliários, projetistas, gestores ambientais envolvidos com construção civil, representantes de órgãos públicos e agentes financiadores, o curso vale 20 pontos para o PQE nos segmentos de Administração de Condomínios, Associações de Adquirentes de Lotes, Compra e Venda, Locação e Loteamento.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Comunicação e inovação em tempo de mudanças

PQE promove, no próximo dia 17/2, sua primeira iniciativa de 2009
No próximo dia 17/2, a partir das 9 horas, na sede do Secovi-SP, o Programa Qualificação Essencial (PQE) do Sindicato realiza sua primeira iniciativa de 2009: é a palestra Comunicação e inovação em tempos de mudanças, com Luiz Paulo Orelli Bernardi, Engenheiro Civil, Bacharel em Administração de Empresas e Direito e Mestre em Practitioner em Programação Neurolinguística, dentre outros atributos.A iniciativa, que faz parte da série Encontros Secovi/PQE e visa demonstrar como a comunicação pessoal, associada à inovação, pode colaborar para a obtenção de melhores resultados no dia-a-dia das pessoas, conta com a abertura do presidente do Sindicato, João Crestana, e é uma realização da Universidade Secovi. Destinada inicialmente a empresários, gerentes, assistentes e demais profissionais do mercado imobiliário, principalmente às pessoas que promovem mudanças e também interessadas em inovar por meio da comunicação eficaz rumo à sua própria evolução, a palestra tem a coordenação de Luiz Fernando Gambi, diretor de Treinamento e Tecnologia da vice-presidência de Locação e coordenador Geral do PQE, e transmissão simultânea, ao vivo e on-demand para as unidades regionais do Secovi-SP no interior do Estado. Conta pontos para o PQE nos segmentos de Locação, Compra e Venda, Administração de Condomínios e Associações de Adquirentes de Lotes . Não perca tempo, inscreva-se o quanto antes.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Secovi-SP orienta corretor de imóveis a melhorar desempenho profissional

A iniciativa irá mostrar que por meio do marketing pessoal e planejamento de metas é possível aumentar a performance e se destacar no segmento. Dia 20/10, das 10 às 12 horas, na sede do Secovi-SP, com transmissão simultânea e on demand

Especializar-se no segmento onde quer atuar (casa apartamento, salas comercias, postos de gasolina, fazenda, fábrica, etc.), focar a atuação em uma determinada região da cidade e otimizar o tempo de trabalho buscando uma maior produtividade. Estas são algumas recomendações que serão apresentadas no próximo Encontro Secovi-PQE Planejamento e Metas para o Corretor Moderno, que acontece em 20/10, das 9h30 às 12 horas, na sede do Sindicato – Rua Dr. Bacelar, 1.043 – Vila Clementino – SP.“O comportamento do cliente mudou totalmente nos últimos 20 anos e cada vez mais ele busca informações sobre o que deseja comprar. A postura do corretor de imóveis precisa acompanhar este novo perfil, a fim de atender o comprador de forma mais eficiente e de acordo com as suas expectativas”, alerta Paulo Cezar Mansor de Oliveira, economista, consultor imobiliário, conselheiro do Creci e um dos palestrantes do evento.O profissional deve estar cada vez mais informado sobre o produto comercializado e gostar dele para fechar bem um negócio. “Já passou o tempo em que se vendia o imóvel na marra”, acrescenta ele, para ainda lembrar que, por ser autônomo, o corretor não tem horários rígidos o que exige maior organização para otimizar o tempo dedicado ao trabalho.“Além disso, investir em si próprio, nas potencialidades pessoais, estar sempre atualizado com assuntos do momento e falar, pelo menos, uma língua estrangeira é essencial para ter mais oportunidades de se relacionar com qualquer tipo de cliente”, destaca o consultor.Outra questão importante é o corretor não ter medo de receber uma negativa do eventual comprador ou se sentir incapaz de efetivar uma venda. “O vendedor não deve ter receio de o cliente achar o imóvel caro e fazer uma contraproposta, porque na verdade ele está interessado no produto”.Destinado a empresários, gerentes, corretores, profissionais de empresas de comercialização e demais interessados no tema, a iniciativa vale 25 pontos para os segmentos de locação, compra e venda, loteamentos e Associações de Adquirentes de Lotes.Informações pelos telefones: 5591-1304 a 1307 ou site www.secovi.com.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Revitalização de áreas urbanas foi tema de palestra com Jaime Lerner

Romeu Chap Chap, presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP foi quem coordenou os trabalhos

Revitalização de áreas urbanas foi o tema da palestra conduzida pelo arquiteto Jaime Lerner, na tarde de 25/9, durante os trabalhos da Convenção Secovi 2009, no Parque Anhembi, capital.Com larga experiência no tema, e profissional reconhecido mundialmente, Lerner discorreu sobre o atendimento das necessidades das metrópoles e das cidades que, segundo ele, é responsabilidade daqueles que tem a condução política desses centros.“Quando chego a uma metrópole, pergunto: Qual é o seu problema, e qual é o seu sonho?”, disse. O sonho acontece em cada cidade, indistintamente, desde que exista uma vontade política e uma estratégia definida para que isso ocorra”, sentenciou.Para Lerner, revitalizar é voltar a viver. “Muitas cidades perdem sua qualidade de vida por ausência de população”, considerou.Ainda segundo o especialista, morar longe do trabalho é um grande erro para quem habita os grandes centros, "pois mais tarde é praticamente impossível fazer com que as pessoas voltem", disse.Abrigo, trabalho e mobilidade - são os fatores decisivos para a promoção da revitalização urbana, pois cada cidade tem seu desenho a partir de uma singular composição que beira a arqueologia, segundo Lerner.“Esse é o primeiro caminho rumo ao resgate estrutural daquela que é a espinha dorsal da cidade”, completou.Lerner ainda discorreu sobre três questões básicas e de fundamental importância para o bem da humanidade, que são a mobilidade, sustentabilidade e sociodiversidade. “Devemos repensar a maneira de olhar a cidade a partir dessa integração de fatores”.O arquiteto ainda observou que os empreendimentos verdes são um progresso para os grandes centros, mas não são o bastante se a cidade também não for verde em seu conceito. “Antes de qualquer coisa, a cidade precisa encontrar mecanismos de resgatar sua identidade e sua memória”, disse

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Venda de imóveis novos na capital tem recuo sazonal em julho

http://www.isme.com.br
Comportamento é considerado comum em período de férias. Destaque positivo no sétimo mês do ano foi a reação dos segmentos de três e quatro dormitórios

O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo registrou em julho recuo no volume de comercialização em relação aos meses anteriores. Contabilizou-se total de 2.092 unidades vendidas, contra as 3.574 de junho, com recuo de 41,5%. O efeito sazonal do sétimo mês do ano (período de férias) deve ser considerado na análise de comportamento do mercado. A sazonalidade fica explícita ao se comparar o comportamento do indicador de desempenho de comercialização expresso pelo índice Vendas Sobre Oferta (VSO), que foi de 14,4% em julho. A Pesquisa Secovi sobre Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, aponta evolução desse indicador nos meses de maio a julho nos últimos anos (confira gráficos e tabelas). Lançamento e pós-lançamento O período de lançamento é o intervalo de tempo compreendido entre os primeiros seis meses desde momento da colocação do imóvel em oferta. Trata-se da fase de maior esforço de divulgação do produto, com campanhas nas diversas mídias. Em julho, 51,9% do total comercializado se encontrava nessa fase, perfazendo 1.086 unidades. O ritmo de vendas nesse período foi de 31,1%. Segmentação por número de dormitórios Um fato relevante em julho foi a reação dos segmentos de três e quatro dormitórios em relação aos meses anteriores. O nicho de três dormitórios registrou escoamento de 860 unidades, equivalente a uma fatia de 41,1% do total negociado no mês. Já as moradias de quatro dormitórios tiveram participação de 26,9%, com 562 imóveis comercializados, resultado próximo das 587 unidades vendidas de dois quartos (28,1%). Lançamentos residenciais De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio - Embraesp, em julho, os lançamentos ficaram novamente abaixo do movimento de comercialização, como ocorre desde o início do ano. O total de 1.603 unidades lançadas foi 6,5% inferior ao volume disponibilizado em junho (1.715). Diversos fatores podem explicar essa timidez, conforme esclarece Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. “Predominância de lançamentos de condomínios-clube com várias torres, antes da crise do segundo semestre de 2008 e que continuam sendo vendidos; a redução de crédito para produção com recursos da poupança; e a diversificação de empreendimentos que destacaremos a seguir.” Conjunto de escritórios A incorporação e a comercialização de conjuntos de escritórios mostram-se aquecidas, com o lançamento de 1.870 unidades no período de janeiro a julho deste ano. Trata-se de incremento da ordem de 130,6% em relação ao mesmo período de 2008 (811 conjuntos lançados). Vale ressaltar que o total de escritórios lançados nos sete primeiros meses de 2007 foi de somente 304 unidades. Acumulado do ano Segundo Petrucci, os resultados de 2009 continuam surpreendendo. As vendas de janeiro a julho chegaram a 16.460 unidades, resultado 24,4% inferior ao observado no mesmo período de 2008 (21.774 unidades). Os lançamentos acumulados no ano atingiram 9,7 mil moradias, ou seja, houve uma redução de 50,6% em relação aos sete meses do ano passado (19.743 unidades). “Importante observar o ritmo normal de comercialização diante do volume reduzido de produção. Isto é, não houve diminuição de demanda no mercado pós-crise.“ Economia e perspectivas Cenário recente traçado pelos agentes econômicos e captado pelo Boletim Focus do Banco Central do Brasil de 4 de setembro, indica que o País retoma a normalidade. A estimativa do Produto Interno Bruto para o ano de 2009 variou de -0,30% para -0,16%. A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) ficará estabilizada em 4,3% e a taxa básica de juros mantida em 8,75%. Confirmadas tais estimativas, a taxa de juros real irá se manter nos 4% anuais durante os próximos meses. Nesse contexto, as perspectivas para o comportamento do mercado imobiliário na cidade de São Paulo são de comercialização de 30 mil a 32 mil unidades, um ritmo de vendas mensal médio da ordem de 13% e volume de lançamento acumulado próximo dos 25 mil imóveis. Fatos que contribuirão para esses resultados: o tradicional incremento de movimentação nos meses de setembro a novembro, e a realização do Salão Imobiliário de São Paulo, entre os dias 24 e 27 de setembro, no Anhembi.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O setor imobiliário e o desafio de Lula

O 81º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), encerrado dia 3 de setembro, no Rio de Janeiro, explicitou a prioridade nacional ‘Habitação’.

Ao participar da abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetiu sua determinação de produzir 1 milhão de moradias. "O Minha Casa, Minha Vida foi elaborado em parceria com a sociedade. Mudou regras, superou burocracias. Tem recursos, demanda e empresas competentes para construir. O que falta para dar certo? Quero saber quantas casas serão construídas até 2010", desafiou.

Executivos da Caixa e cerca de 1.200 profissionais da cadeia produtiva de todo o Brasil ouviram ainda: "Vamos mudar o paradigma habitacional do País. Esse é um grande projeto de mobilidade urbana e todos - governo, bancos, empresários e consumidores - têm de mudar de patamar”.

Esta mudança foi o tema que imprimimos aos painéis da Comissão da Indústria Imobiliária (CII), sob nossa coordenação. Como instituir uma política habitacional perene, de Estado e não de governo?

Precisamos fazer muito mais do que 1 milhão de casas populares. O objetivo real é eliminar o déficit, produzindo 8 milhões de habitações em 15 anos. Além disso, é fato notório que todo ano são construídas no País aproximadamente 1,5 milhão de moradias, somente para suprir o crescimento vegetativo. Conforme estimativas, cerca de metade delas apresenta vícios, tais como falta de regularidade nas prefeituras e nos registros imobiliários, mão-de- obra sem carteira assinada, falhas tributárias, qualidade ruim, etc. É essencial que as empresas do setor, que cumprem os requisitos de formalidade, legalidade e tecnologia, ganhem fatia de mercado sobre essa informalidade histórica.

Os painéis da CII analisaram essa questão segundo as quatro vertentes que podem de fato assegurar a perenidade da política habitacional, cujo primeiro passo é o Programa MCMV.

O primeiro tema, “Recursos”, reiterou ser necessário assegurar fundos permanentes, o que significa aprovar a PEC em tramitação no Congresso, destinando 2% da arrecadação federal e 1% das municipais e estaduais à Moradia Digna. A representante da Caixa, Bernadete Coury, apresentou resultados iniciais e a expectativa de maior agilidade nas contratações.

No painel sobre a “Cadeia Produtiva”, foi evidenciada a determinação geral de profundo engajamento em busca da qualidade e tecnologia. Na discussão sobre programas oficiais de qualidade, Maria Salette Weber, do Ministério das Cidades, concordou com a realização de amplo debate estratégico visando à modernização dos procedimentos, envolvendo Ministério, entidades do setor e produtores de materiais. A organização desse debate estará a cargo de Carlos Borges, futuro vice-presidente de Tecnologia do Secovi-SP.

O painel “Urbanismo” ressaltou que só a união de grandes urbanistas e empresários levará a soluções que ocupem vazios urbanos, revitalizem regiões centrais, abordem a necessidade de locação residencial e ofereçam soluções de ocupação das cidades de forma a aproximar moradia, local de trabalho e serviços. A arquiteta Raquel Rolnik alertou para a oportunidade de ampla reformulação de como os serviços públicos são oferecidos no País, buscando transparência e eficiência.

Por fim, no painel “Instituições”, onde foi considerado que os códigos de obra são antigos e heterogêneos, também foi debatida a questão da segurança jurídica - o Brasil é um país de passado imprevisível, haja vista que direito adquirido, coisa julgada e ato jurídico perfeito já não são respeitados como no antigamente.

O Enic, sob liderança da CBIC e do Sinduscon Rio, teve organização impecável e demonstrou a pujança e a maturidade do setor. Vários assuntos, que deixaram aparentes seus fios da meada, serão temas de grupos específicos da CII e do Secovi-SP, em busca de aperfeiçoamentos que conduzam a uma política perene de habitação.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Junho tem melhor desempenho no ano para crédito imobiliário

O volume de contratações de financiamento imobiliário com recursos captados na poupança por agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançou em junho R$ 2,976 bilhões, uma alta de 24,7% sobre maio e equivalente ao melhor resultado mensal em 2009, informou a associação do setor a Abecip.

Em número de unidades financiadas, junho também foi recorde para o ano. Segundo a Abecip, foram financiadas 25.840 unidades habitacionais, alta de 24,1% ante maio.

A entidade informou que em junho também foi registrado o melhor desempenho no ano em termos de captação de recursos por intermédio das contas de poupança. No mês, os depósitos superaram as retiradas em R$ 1,789 bilhão.

No primeiro semestre, o crédito imobiliário com recursos da poupança totalizou R$ 13,605 bilhões, crescimento de 5,1% ante um ano antes. Em relação às contas de poupança, o saldo global ao final dos primeiros seis meses do ano ficou em R$ 224,52 bilhões, uma expansão de 4,23% sobre o fim de dezembro de 2008.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Imobiliárias fazem intermediação à margem da lei

Mediadoras contestam interpretação do ICI - Instituto da Construção e do Imobiliário.
Para além de mediarem a compra e venda de imóveis, que constitui a sua actividade principal, muitas das operações que são feitas pelas mediadoras imobiliárias incluem a prestação de serviços e apoio na obtenção de crédito.

E por este serviço de intermediação financeira as mediadoras recebem uma comissão paga pelos bancos. Este modelo de negócio, que para as imobiliárias "é totalmente pacífico", para o Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI), antigo IMOPPI, responsável pela regulação do sector, ultrapassa o seu âmbito de actuação e cria uma situação de "conflito de interesses".

A interpretação da lei que regula a actividade, em vigor desde 2004, não é consensual no que se refere à componente da intermediação financeira, admitindo o InCI, em resposta a perguntas colocadas pelo PÚBLICO, que já foram abertos processos de contra-ordenação por este motivo e que já teve reuniões sobre esta matéria com o Banco de Portugal.

A legislação que regula a actividade da mediação imobiliária impõe o regime de exclusividade, admitindo apenas como excepção a actividade de administração de imóveis por conta de outrem.

O Decreto-Lei 211/2004 nada refere sobre a possibilidade de prestação de serviços de apoio à obtenção de financiamento junto da banca, com quem as mediadoras têm inúmeros protocolos.

Na prática, a realidade é substancialmente diferente: existem sociedades financeiras que não possuem rede comercial e apenas trabalham com as mediadoras - o caso mais conhecido é o da UCI, uma parceria do Grupo Santander com o BNP Paribas.

Para o InCI, não há dúvidas de que as mediadoras estão a actuar à margem da lei. No esclarecimento pedido pelo PÚBLICO, o regulador assegura que "quaisquer serviços que não integrem o âmbito da actividade de mediação imobiliária ou administração de imóveis estão interditos a estas empresas", lembrando ainda que a actividade de intermediação imobiliária é regulada pelo Banco de Portugal.

Conflito de interesses

O facto de as imobiliárias receberem uma comissão paga pelos bancos é para o InCI a prova de que se trata "de um serviço de intermediação financeira". E vai mais longe, ao considerar que esta situação gera um conflito de interesses prejudicial para o consumidor.

Ao serem remuneradas pelos bancos, "as empresas de mediação procuram, sobretudo, obter o negócio mais vantajoso para elas", sublinha o instituto, reforçando ainda que as mediadoras acabam por ter em consideração "as condições de financiamento impostas pelos bancos e a remuneração que elas recebem após a concretização do financiamento bancário".

A situação é grave até porque, sublinha ainda o InCI, "muitas vezes, o consumidor desconhece que a empresa de mediação tem protocolos celebrados com os bancos" e, por último, "o consumidor desconhece que a empresa de mediação recebe uma comissão do banco pela intermediação do financiamento".

O InCI deixa assim claro que este sistema não protege o consumidor, uma vez que não está garantida a apresentação das melhores condições de financiamento, mas antes aquelas que foram alvo de protocolos.

A situação torna-se mais gravosa pelo facto de a larga maioria dos clientes que recorrem a este serviço não dominar as questões do financiamento bancário, que no caso do crédito à habitação são complexas.

O InCI diz que "tem conhecimento da situação [de intermediação financeira] e está a actuar, tendo, inclusive, realizado algumas reuniões com o Banco de Portugal. Contactado pelo PÚBLICO, fonte oficial do Banco de Portugal recusou qualquer esclarecimento sobre esta matéria.

No âmbito da sua acção fiscalizadora junto das mediadoras imobiliárias, o InCI garante que "já foram detectadas situações" de intermediação financeira. Sem quantificar os processos já instaurados, o instituto limitou-se a referir que os mesmos estão ainda em fase de instrução.

Mediadores discordam

Os mediadores imobiliários têm uma visão totalmente oposta à do organismo que os tutela.

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Eduardo Macedo, confirma que o modelo de negócio contempla o acompanhamento do cliente desde a visita ao imóvel até ao contrato de financiamento, e que são os bancos quem lhes paga uma comissão pela concretização da operação.

Mas contesta que haja qualquer ilegalidade nesse procedimento. Para Eduardo Macedo, não faz sentido problematizar este serviço das mediadoras, que é prestado no âmbito da compra do imóvel. Entende mesmo que a lei que regula a mediação não tem que incluir nada sobre essa componente do negócio.

O presidente da APEMIP estima que sem a prestação do apoio no financiamento, mais de dois terços dos negócios imobiliários não se realizariam.

E lembra que mais de 90 por cento das pessoas que compram casa recorrem a financiamento. Segundo Macedo, "são os cliente menos informados, ou os que entendem que a mediadora pode optimizar as condições do empréstimo, e é normalmente o que acontece, que pedem esse serviço".

Para o líder associativo, o que as mediadoras não podem fazer é tratar de processos de financiamento ou renegociar condições de empréstimos de forma autónoma. "O resto não é intermediação financeira, é antes a prestação de um serviço global ao cliente", defende Eduardo Macedo, que lembra que foram os próprios bancos a tomar a iniciativa de propor protocolos às mediadoras.

Apesar de considerar que a discussão não faz sentido, Eduardo Macedo admite que, se fosse imposta uma limitação à prestação desse serviço, "as mediadoras, pelo menos as de maior dimensão, terão de criar sociedades de intermediação financeira".

E equaciona mesmo a possibilidade de ser a própria associação, por decisão da assembleia geral, a criar uma empresa que preste esse serviço a todos associados.

"Numa solução desse género, até se poderão negociar comissões mais elevadas com a banca. Qualquer solução é melhor do que reduzir o negócio da mediação a um terço ou levar o cliente a uma sociedade de intermediação externa", defende.

Comissões muito variáveis

O valor das comissões pagas pelos bancos às mediadoras imobiliárias depende muito das condições estabelecidas com o mediador, pelo que a dimensão deste se torna um factor determinante.

O PÚBLICO apurou que o patamar mais baixo será o pagamento de uma comissão de 0,5 por cento, mas pode ultrapassar um por cento.

Exemplo:

um financiamento que envolva 150 mil euros pode representar uma comissão entre 750 e mais de 1500 euros para a mediadora.

Esta comissão é paga directamente pelo banco, sendo o serviço gratuito para o cliente, garante o presidente da associação dos mediadores imobiliários.

Porém, é frequentemente referida no sector a prática de dupla remuneração. Isto é, a mediadora recebe dos bancos a comissão e cobra ao cliente um valor pela organização total do processo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Agende-se para o grande encontro profissional do setor

Reformulada em formato e conteúdo, a Convenção Secovi integra a Semana Imobiliária, que acontece em setembro no Parque Anhembi
De 24 a 27 de setembro, no Holiday Inn Parque Anhembi, acontece mais uma edição do grande encontro profissional da indústria imobiliária, que se traduz em excelente oportunidade de atualização, aperfeiçoamento e relacionamento.

Acompanhando as mudanças na economia e no mercado imobiliário nacional e internacional, a Convenção Secovi foi reformulada, com diferenciais em seu formato e conteúdo. Além dos temas que afetam o dia a dia das empresas do setor, a grade contempla uma visão mais ampla do ambiente de negócios, convergência e maior detalhamento de assuntos, e novidades em cursos de curta duração e certificações internacionais.

Descontos para inscrições feitas até 19/8/2009 e condição especial para grupos. Outras informações: (11) 3717-0737, convencaosecovi@reedalcantara.com.br. Não perca tempo: acesse www.convencaosecovi.com.br, conheça a programação e garanta já a sua participação.

A Convenção Secovi integra a Semana Imobiliária, que inclui a realização simultânea, no Parque Anhembi, do Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), Expo Síndico Secovi Condomínio, Ciclo de Palestra para Síndicos, Encontro de Administradoras de Condomínios e Fiaflora ExpoGarden. A abertura da Semana será dia 23, com a cerimônia de entrega do Prêmio Master Imobiliário, no Clube Atlético Monte Líbano.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sisp: visitantes se interessam por imóveis novos de 2 e 3 dormitórios

Levantamento aponta que imóveis usados com os mesmos números de dormitórios também estão na lista das ofertas procuradas por pré-credenciados para o Sisp
Pesquisa realizada com os pré-credenciados para o Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que ocorre de 24 a 27 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, aponta que aproximadamente 61% dos visitantes querem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio. Imóveis novos de 2 ou 3 dormitórios são os mais citados, com 22% e 13%, respectivamente. Porém, imóveis usados com os mesmos números de dormitórios também estão na lista das ofertas procuradas.

Outro dado apontado pela pesquisa diz respeito ao valor do imóvel que o visitante pretende comprar. Aproximadamente 30% dos pré-credenciados estão interessados em imóveis de R$ 100 mil a R$ 160 mil. Mais de 27% mostram interesse em imóveis de até R$ 100 mil, enquanto que pouco mais de 12% pretendem comprar imóveis entre R$ 160 mil e R$ 220 mil. "Com esse perfil de nossos visitantes notamos a sintonia do evento com o Programa Minha Casa, Minha Vida, visto que nossos expositores estão se preparando para oferecer imóveis residenciais a partir de R$ 70 mil", comenta Eduardo Sanovicz, diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Destaca-se, ainda, que todas as regiões da capital paulista foram citadas, bem como a Grande São Paulo, o litoral e interior. A pesquisa foi realizada pela promotora do evento, a Reed Exhibitions Alcantara Machado, e abrangeu um universo de aproximadamente 3.000 pré-credenciados pelo site da feira (www.sisp.com.br).

Vendas em maio

De acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, em maio o destaque ficou para o segmento de dois dormitórios, que registrou vendas de 2.320 unidades (57,9% das moradias comercializadas), com valor médio de R$ 144 mil. Empreendimentos localizados em bairros menos tradicionais, principalmente nas regiões Norte e Leste da cidade, apresentaram ótimos resultados. O nicho de três dormitórios, com participação sobre o total escoado de 21%, vendeu 841 unidades no mês.

O indicador de desempenho Vendas sobre Oferta (VSO) de maio atingiu 21,3%, superior aos 10,3% em abril e 10,7% de março. Essa performance de comercialização foi a melhor nos últimos 12 meses e ficou próxima dos 21,8% percebido em maio de 2008, melhor índice do ano passado, conforme aponta levantamento mensal desenvolvido pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. Com isso, o VSO médio dos primeiros cinco meses do ano passou a ser de 11,1%, superior ao registrado no período de janeiro a abril (8,6%) e muito próximo das estimativas para o ano (12%).

Ressalta-se que a capital recebeu 2.220 unidades no quinto mês do ano. De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio – Embraesp, no período de janeiro a maio, foram lançadas 6.435 unidades, ou seja, as vendas superaram os lançamentos em mais de 4,3 mil unidades no período.

“Esses números deixam claro que a confiança do consumidor no mercado imobiliário não foi abalada pela crise global. E mais, já se percebe nos plantões de vendas a procura do imóvel – moeda forte – como melhor opção quando comparado com outros ativos”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. “A atividade imobiliária, por tradição, tende a crescer no segundo semestre e novos eventos, como o Salão Imobiliário São Paulo, que acontece de 24 a 27 de setembro, poderão propiciar crescimento de vendas”, considera João Crestana, presidente do Secovi-SP.

Sobre o Sisp

O Sisp faz parte da Semana Imobiliária São Paulo, formada pelo Prêmio Master Imobiliário, Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), Convenção Secovi e Expo Síndico Secovi Condomínio. Simultaneamente, acontece a Fiaflora ExpoGarden. Todos os eventos, exceto a cerimônia de premiação do Master, acontecem no Anhembi e devem receber um total de 80 mil visitantes, ocupar 80 mil metros quadrados do Anhembi e reunir cerca de 700 expositores. "A Semana tem como objetivo reunir, em um mesmo espaço, imóveis, produtos e serviços para condomínios, além de belos projetos de paisagismo", acrescenta Ricardo Matrone, show manager da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Vale ressaltar que o Sisp e a Expo Síndico Secovi Condomínios são uma realização da Reed Exhibitions Alcantara Machado, em parceria com o Secovi-SP; a Fiaflora é uma realização da THS Associados Feiras e Exposições e Reed Exhibitions Alcantara Machado.

“As empresas devem participar do Sisp e demonstrar para a sociedade e o governo o poder aglutinador desse segmento. Produzimos, vendemos imóveis e, principalmente, somos capazes de prevenir e auxiliar na solução de tensões macroeconômicas. Para o consumidor, o evento se traduz em oportunidade e facilidade. Em um único espaço, ele poderá escolher o imóvel desejado em meio a muitas ofertas", destaca Crestana.

Apoios

O Salão Imobiliário São Paulo e a Expo Síndico Secovi Condomínios contam com o apoio do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).A Fiaflora ExpoGarden tem o apoio de diversas entidades e instituições, como: ABAG (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas), Sebrae e Ministério do Turismo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Construtoras retomam vendas para classe média

No 2.º trimestre, empresas viram mercado para imóveis acima de R$ 350 mil se recuperar
Chiara Quintão
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Num momento em que as incorporadoras voltam cada vez mais suas atenções para o segmento de econômico, principalmente por causa do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", o mercado começa a se deparar também com o início da retomada da demanda por imóveis destinados às faixas de renda média e média-alta. Essa tendência já aparece no desempenho, no segundo trimestre, das vendas contratadas de incorporadoras que não têm foco nas faixas de renda contempladas no pacote e que já divulgaram prévias operacionais.

Um dos principais estímulos para a demanda de unidades pelo segmento médio foi a ampliação do limite do valor máximo do imóvel a ser financiado com recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 350 mil para R$ 500 mil. "A velocidade de vendas de imóveis na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil aumentou no segundo trimestre", afirma o diretor Comercial da Tecnisa, Douglas Duarte.

A melhora do cenário macroeconômico também contribui para a tomada de decisão de compra pelos consumidores. "As empresas pararam de demitir e estão percebendo a necessidade de começar a admitir de novo", diz Duarte. No segundo trimestre, as vendas contratadas da Tecnisa somaram R$ 298,5 milhões (parte da companhia), 10% a menos que no mesmo período do ano passado, mas 10% acima do valor vendido no primeiro trimestre. A Tecnisa lançou R$ 40,5 milhões no trimestre, cifra 86,6% menor que a do mesmo intervalo de 2008. Os estoques responderam por 93% das vendas.

"Houve impacto positivo da ampliação do limite do financiamento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e do FGTS. Não temos visto postergação da decisão de compra", afirma o diretor executivo de Investimentos da Brookfield Incorporações, Alessandro Vedrossi. A Brookfield registrou vendas contratadas de R$ 568,5 milhões no segundo trimestre, 77% a mais que no mesmo período do ano passado e 86% maiores que as do primeiro trimestre. Do total, o segmento residencial foi responsável por R$ 387 milhões, e o de escritórios, por R$ 181 milhões.

No segmento econômico (imóveis residenciais até R$ 130 mil), a Brookfield vendeu R$ 13,9 milhões, 37% a menos que no segundo trimestre de 2008. Na faixa de renda média-baixa (R$ 130 mil a R$ 350 mil), as vendas cresceram 80%, para R$ 188,3 milhões. No segmento médio (R$ 350 mil a R$ 500 mil), houve expansão de 17%, para 44,1 milhões. Na classe média-alta (R$ 500 mil a R$ 1 milhão), as vendas caíram 24%, para 54,2 milhões. Na alta renda (acima de R$ 1 milhão), o aumento foi de 61%, para 79,3 milhões. A companhia lançou R$ 587,5 milhões no segundo trimestre, sendo R$ 351,3 milhões para o segmento residencial, com todas as unidades até R$ 500 mil.

CONDOMÍNIOS-CLUBE

A Even Construtora e Incorporadora registrou vendas contratadas de R$ 252,9 milhões no segundo trimestre (parte da companhia), 100,8% a mais que no primeiro trimestre. Do total, R$ 99,5 milhões foram vendas de lançamentos do próprio trimestre e R$ 153,4 milhões de estoques. Os segmentos médio, médio-alto e alto responderam por 82% das vendas de estoque. "No primeiro trimestre, houve retração por parte da média e média-alta renda, pois o consumidor estava receoso de perder o emprego", diz o diretor de Incorporação da Even, João Azevedo.

Com a ampliação do financiamento com recursos da poupança e do FGTS, a demanda foi retomada por unidades de R$ 350 mil a R$ 500 mil, principalmente de condomínios-clube, de acordo com Azevedo. A Even não fez lançamentos nessa faixa no segundo trimestre, dando prioridade à venda de estoques, mas pretende lançar projetos para o médio padrão no terceiro trimestre. Dos seis lançamentos da Even no segundo trimestre, quatro foram no segmento econômico (até R$ 200 mil) e dois na faixa média-alta.

A EZ Tec, que atua em todas as faixas de renda, com foco em empreendimentos para média e média-alta renda, vendeu R$ 243,5 milhões no segundo trimestre, 70,6% a mais que no mesmo período do ano passado. Do total vendido, a maior parte se concentrou no segmento comercial, cujas vendas foram impulsionadas pelo lançamento, em maio, do Capital Corporate Office, maior projeto que a EZ Tec já desenvolveu. No trimestre, a companhia lançou também um projeto residencial de alto padrão, com valor médio das unidades de R$ 1,4 milhão. Segundo o vice-presidente e diretor de Incorporação da EZ Tec, Silvio Zarzur, houve retomada da demanda por unidades de médio e alto padrão desde o início do ano.

NÚMEROS

R$ 500 mil é o novo valor máximo dos imóveis a serem financiados com uso do FGTS, uma das razões para o aumento das vendas no segmento

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Setor lamenta veto ao financiamento de lote urbanizado pelo Minha Casa, Minha Vida

Para o Secovi-SP, que a medida torna o programa pouco eficaz, principalmente no atendimento a famílias com renda de até 3 salários mínimos
O Secovi-SP recebeu com surpresa o veto do presidente em exercício José Alencar, dia 7/7, ao item II, do parágrafo 2º, do artigo 4º da Lei 11.977, que tratava do financiamento a lotes urbanizados dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Apesar de manter a possibilidade de utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento de lotes urbanizados de interesse social, o programa torna-se pouco eficaz para atender famílias com renda de até 3 salários mínimos, conforme análise de Caio Portugal, vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da entidade. “A medida demonstra o desconhecimento do poder público sobre a atividade privada de parcelamento do solo.”

Na avaliação de Portugal, o maior gargalo do Minha Casa, Minha Vida é a escassez de terra urbanizada e a inexistência de linhas de financiamento adequadas para investimentos em infraestrutura, produção e aquisição de novos lotes. “As empresas de desenvolvimento urbano detêm grandes bancos de terra e a exclusão dos lotes urbanizados do programa impedirá um atendimento maior às famílias com renda de até 3 salários mínimos”, ressalta o vice-presidente do Secovi-SP.

O setor produz, anualmente, 250 mil lotes urbanizados, sem utilizar qualquer recurso público, subsídio ou financiamento. “Ao impedir o financiamento ao lote urbanizado, o governo poderá, indiretamente, inviabilizar os programas de regularização fundiária”, opinou Caio Portugal. “De qualquer maneira, vamos manter o diálogo com o governo para reverter essa medida, no mínimo, equivocada.”